segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mundos diferentes, buscas iguais

     ''Não existe um mundo certo e um mundo errado. Existem mundos diferentes''. É, até que estou achando bem interessante essa tal de Antropologia. Um grande avanço, pois nenhuma matéria da faculdade havia chamado minha atenção ainda. Para quem não sabe ou não notou, eu sou fissurada numa discussão sobre o comportamento humano. Portanto, acho que as aulas de sexta-feira serão extremamente apreciadas por mim. ''Desculpa por não ter te dado crédito no semestre passado, professor. Mas até você deve achar Metodologia Científica maçante....ah, não? Então tá, mas eu acho'', penso comigo mesma.
     Enfim, essa história de mundos diferentes não contradiz aquela antiga ideia de que o que é certo para mim pode não ser para outra pessoa e vice-versa? Concordam que existe um mundo certo e um errado para cada um de nós? Porque, sinceramente, se há um mundo errado, esse mundo é o nosso. Ás vezes, me pego pensando que talvez seja uma boa ideia desaparecermos e darmos a chance para que novas criaturas ingênuas recomecem nosso trabalho. Entretanto, não existe um botão para isso, já que se existisse, alguém o teria acionado há um bom tempo, até mesmo porque não é de hoje que os valores tornaram-se espécies ameaçadas de extinção. Não existe essa de ''valores invertidos''. Eles foram esquecidos, na verdade. Era para vivermos sob a doce sombra do respeito mútuo, lembram? Para que pudéssemos sentir o sol nos aquecer como recompensa.
     Ontem, me encontrei com um pessoal da Primeira Batista e a palavra de Deus foi dada:
   ''Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança''. (Gálatas 5:22)
     Agora, supondo que existam mundos diferentes e que suas diferenças sejam frutos das nossas diversas concepções, pergunto a vocês: Quem não quer amor, gozo, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança? Cristãos querem, ateus querem. Então, no fim, nós todos estamos à procura das mesmíssimas coisas, mas alguns ainda acreditam que é normal - e preciso - partir, no mínimo, um par de corações antes de tudo.

2 comentários: