sábado, 4 de maio de 2013

Desatando nós

     Eu já fui mais destemida, eu já pensei bem menos antes de falar de sentimentos e fazer coisas que eu simplesmente achava serem o certo, eu já fui menos cautelosa. Não vou negar que foi uma época maravilhosa essa em que eu não tinha medo. Se eu fechar os olhos, colocar uma música tranquila pra tocar, limpar a mente, consigo tranquilamente lembrar a sensação incrível de poder ser o que sou. Sem preocupações. Não havia problema algum em deixar o coração mergulhar em um oceano.   
     Só que nem mesmo a liberdade é constante. E um dia ela se desfaz no menor detalhe possível. Numa conversa ruim, numa palavra atravessada, numa chateação escondida/chutada para debaixo do tapete, numa lágrima que rola sem querer depois daquele ''boa noite'' dado com um nó na garganta. Por que insistimos nessa babozeira toda? Por que simplesmente não falamos ''Ei, isso não foi legal?''. De onde veio esse medo? O que foi feito da nossa liberdade?     
      Jamais vou conseguir explicar, portanto espero que alguém mais esteja procurando por uma resposta. Uma hora ela aparece. Mas também há esperança! Esperança de que o nó se desfaça, o ''boa noite'' se transforme em ''boa noite, eu te amo'', assim, do nada. Porque a liberdade vai e volta. E o amor fica, esperando uma brechinha pequenininha, que seja, pra se mostrar. E o oceano chama por nossos corações! Não escutamos, sem perceber mergulhamos.    
      Se estiver precisando lembrar, te dou a música e o momento de fechar os olhos.


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