Ele se irrita com broncas. Ele se incomoda com a hipocrisia, como um curso de Direito que obriga os alunos a venderem uma rifa e, caso neguem, multa neles! Ele detesta quando reparam na sua boa vontade. Ele perde a cabeça quando perde o sono. ''Que raiva!'', ele me manda por mensagem, no meio da noite. Ele discute, porque não engole sapos. Ele segura o braço de um transeunte, no shopping, para que este não esbarre na sua garota. Ele muda a voz quando tá chateado, ele suspira pesado. Ele tenta - eu disse tenta - não descontar em mim. Ele se preocupa quando vou para a faculdade de carro e volto para casa às 22:35 da noite. Ele tem medo. Ele treme só de pensar num acadêmico qualquer e sem senso algum de compromisso tentando me beijar.
Não sei ele sabe que reparo em toda sua brabeza jovial e, admito, também um tanto divertida. Eu não posso deixar de notar o quão curioso é um rapaz bonito e jovem sugando para si problemas bobos. Problemas cotidianos. Isso quando são problemas! Ah, se ele soubesse a vontade que me dá de abraçá-lo, acalmá-lo, sussurrar de brincadeira ao pé do seu ouvido: ''Don't worry, baby.''
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