sexta-feira, 31 de maio de 2013

Foi escrito com o álbum do The Lumineers como trilha sonora

     Inspirada por sorrisos e pensamentos diferentes, pensei no quanto se torna mais difícil, com o passar do tempo, manter a fé em algumas coisas. Então, quanto mais velhos, mais descrentes ficamos? Não acredito que esta seja uma regra. Duvido muito que a fé, assim como a sabedoria, seja mais presente na velhice. Tem muito senhor de idade por aí gritando pra quatro cantos que Deus não passa de uma invenção de gente desesperada e que amor, ah sim, o amor é cruel! Nem sequer passa pela cabeça da figura que a mesma coisa está sendo dita por uma garota de 12 anos, no tumblr, que acabou de passar por sua primeira decepção amorosa.
     Eu mesma não fiquei mais sábia nem mais descrente no amor, muito menos no amor de Deus. Sou movida por uma certa teimosia, sabe como é, teimosia em acreditar. Sabendo como a traição de um amigo dói, estou tentando o máximo que posso olhar para frente e para aqueles que continuam por perto. Gente que não merece ser culpada pela falha de outros. Manter, cegamente, essa fé nas pessoas pode ser perigoso. E por isso não me considero mais sábia. Entretanto, reconheço que já machuquei pessoas. Se eu cavucar aquele baú de lembranças escondido na minha mente, não encontro nada. Eu só sei que alguém já deve ter pensado em mim com nós na garganta. 
     Já reparou que começo falando de algo e vou mudando o assunto conforme mudo de parágrafo? Acho que é porque me permito a acompanhar a minha linha de pensamento no texto. As coisas vão surgindo, músicas vão tocando e, quando vejo, cá estou. Misturando tudo. Perdoe-me. Realmente, a única ideia que eu gostaria que você entendesse é que a gente perde um bucado de coisinhas quando nos dispusemos a crescer. Mas também ganhamos com isso. E ah, se for possível, deposite uma migalha da sua fé numa desconhecida e acredite: vale a pena crescer.



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