Tentei descobrir um pouco mais sobre Scott & Brendo, uma dupla que manda um som diferente, pelo menos na minha opinião. Não sei se eles só cantam ou se também tocam, se fazem as mixagens, porque, como eu disse, tentei descobrir algo, mas não obtive sucesso. É uma pena, pois os caras são bons e me sinto um pouco mais enérgica - não era bem essa a palavra- quando os ouço. E agora, ouvindo as parcerias que eles fizeram com outros artistas, pensamentos diversos tomaram conta da minha mente.
Ontem, eu ouvi o seguinte: ''Nós acreditamos, temos fé em alguma coisa quando estamos sozinhos? Porque é muito fácil bradar uma crença no meio de uma multidão decidida''. Ou algo assim, não me lembro exatamente quais foram as palavras usadas. O fato é que me encontro pensando nisso e sinto que a resposta veio, sem mais nem menos. Eu não estava procurado. Ela só chegou.
Toda vez que escrevo estou praticando fé. Como? Bom, procuro passar tudo de bom que eu sinto para quem lê esse blog, porque acredito que essa é uma boa maneira de mostrar que pequenas coisas ainda são capazes de nos fazer bem. Como uma música, por exemplo. Eu, vocês, nossos amigos e familiares estão precisando de positividade e é muito mais fácil senti-la quando temos alguém por perto para nos dizer ''Ei, confia''. Concordam?
Sabe quando você coloca uma música para tocar ou termina de ver um filme e se sente inexplicavelmente bem? Sabe quando sorri sozinho lembrando de algo engraçado que alguém fez ou disse? Sabe quando você tenta ficar com raiva, mas acaba abraçando ela ou ele? Sabe aquela vontade de dançar seguida de uns pensamentos bobos? Ninguém dá valor pra essas coisinhas. Mas como eu já disse antes, tenho uma certa predileção por tudo que é deixado de lado. E afirmo, sem hesitar, que estas coisinhas podem e devem ser chamadas de fé.
O problema é que pensamos na fé como algo que só se relaciona com o profundo ou o sobrenatural. Entretanto, não é bem assim. Ela está ligada a detalhes tão ínfimos que vocês ficariam surpresos. Então, por isso obtive a resposta para a pergunta que me fizeram na noite anterior. Nós acreditamos até mesmo quando estamos sozinhos. Acreditamos quando lemos versos em uma poesia e a achamos bonita, acreditamos quando olhamos a foto daquela pessoa e sentimos um carinho no coração, acreditamos quando devoramos pedaços e mais pedaços de um bolo quentinho. Pois aí está a verdadeira fé. Nessas coisas pequenas e, ao mesmo tempo, tão poderosas.
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