Vou dizer o que me dá uma puta saudade num sábado solitário desses. Me dá saudade de ter uns 13 anos. Dá saudade de quando explanar os meus sentimentos não parecia tão absurdamente inútil e estúpido. Quando se está na tal pré-adolescência, falar o que sente causa a impressão de que se está sendo corajoso, certo? Eu me sentia - sim, acredite e ria, se quiser - invencível. Eu acreditava no valor das minhas palavras. Eu acreditava na capacidade das palavras de mudarem as coisas. Elas eram tudo. Mas nem tudo é suficiente.
Sei lá o que me levou a pensar nessas coisas nada positivas. Eu acho que é porque carrego o fardo de me sentir extremamente impotente quando se trata de engrandecer alguém que amo. Isso se deve ao fato de eu amar um pessoalzinho que vive longe de mim, em cidades grandes ou pequenas. Fernanda, uma garota que cresceu comigo, uma irmã, uma história sem fim. Ana Beatriz, uma pecinha que, sem mais nem menos, estava desbravando um lugar chamado Tabatinga, no Amazonas. Raquel, que voltou para o Nordeste com tudo e recuperou o sotaque perdido. E por fim, Yuri, é, o cara da minha vida. Aquele que me faz pensar em ter uma vida simples e bonita. Aquele que mora longe também, no Paraná.
Agora dá pra entender, não é? Palavras mostram-se tão insuficientes que chega a dar uma espécie de raiva. A impotência causa raiva. E não é fácil lidar, nunca foi. Ainda mais pra mim, que, simplesmente, não consigo deixar de me preocupar. Eu adoraria ser diferente.
Sabe, eu adoraria estar mais presente.
O valor da presença é incontestável, grande B. Mas o que é verdadeiro sempre permanece - dentro ou fora da gente; num plano real ou em divagações inconscientes.
ResponderExcluirO sol sempre brilha, Mix.
''O sol sempre brilha, Mix'' fez o meu domingo. Obrigada por simplesmente existir, garota.
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