Entre um texto e outro, comecei uma história. E ela tem uma coisinha de especial (coisinha pequena, simples, mas que me cativa). Eu decidi mudar minha visão e tentar entrar na cabeça de quem não conheço e nunca fui. Eu quero escrever sobre alguém completamente diferente do que sou, admiro e compreendo. Eu quero contar uma história que faça sentido, algo mais real, menos utópico como minha fé no mundo, em geral. Utopias nem sempre nos são bem-vindas. Elas podem tirar-nos do sério, afinal, aonde elas estão a não ser em nossas cabeças? É um saco, eu sei.
Utópica ou não, essa história tem me dado um motivo para escrever. E só Deus sabe até quando vou continuá-la. Minhas narrativas não costumam ter finais. Eu não costumo terminar nada. E não sei qual é o motivo exato. Eu só sei que me considero, nos últimos dias, bastante inspirada. Inspirada por coisas pequeninas, como sempre. Canções, declarações alheias, livros, vídeos e uma imaginação estupidamente fértil. Essa sou eu, e quem eu não quero que aquele personagem seja. Vou tentar dar um (belo) final pra ele. E o que é belo para mim pode não ser para você.
Entretanto, existe algo que mexe comigo e com você também. Chama-se teimosia.
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