terça-feira, 7 de maio de 2013

Compartilha foto do AC/DC, mas a playlist é regada a One Direction

     Essa crítica não se trata do engrandecimento de um estilo musical, tendo em vista que ponho o respeito em primeiro lugar, sendo ele requisito básico, para mim, no ato de escrever. Portanto entenda desde já: não lerá um daqueles textos que julgam, escritos por gente que, por motivos inócuos, acham que seu repertório musical é absoluto.
     Chega de enrolar. Quero começar isso aqui com uma - ou várias - pergunta (s): Por que tanta pagação? O que faz algumas pessoas se fazerem amantes dos clássicos do rock quando, na verdade, consomem o pop oferecido hoje em dia de maneira descontrolada? Epa, espere aí. Não estou dizendo que um fã de Nirvana, por exemplo, está proibido de ouvir The Wanted. Até mesmo porque sou uma das pessoas com os gostos musicais mais peculiares que conheço. Então, o que quero dizer é que tudo isso já tá se tornando ridículo, sabe? Quem foi o ser humano detestável que inventou a vergonha de curtir alguma coisa? E quem foi o outro ser humano detestável que inventou a prática de clamufar esses gostos com outros cujos quais todo mundo puxa o saco?
     Quem me conhece, sabe. O indie me acompanha e o country moderno do Langhorne Slim não fica atrás! Até aí tudo muito normal. Mas até hoje sou uma fã nata da música latina! Sim, RBD, sim, sim, Luis Fonsi, é, é, reggaeton, isso mesmo. E estou numa tranquilidade incomparável. Afinal, é o que me deixa bem, de um jeito ou de outro.
     Pare já com esse fingimento, amigo. Ninguém vai acreditar que o ídolo da sua vida é o Kurt Cobain porque você conhece Smells Like Teen Spirit.

Um comentário:

  1. Essa mania horrível da nossa geração de achar que até os nossos gostos tem que seguir um script. Feliz daquele que tem a coragem de ser quem é <3

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