sexta-feira, 14 de junho de 2013

''A verdade é sempre editada''

     Eu não dormi direito. Tava agitada, com mil pensamentos habitando minha mente, a inquietação havia tomado conta de mim e do meu coração. Tudo isso porque acreditava que iria morrer sem ver o país reagir. Eu, estudante de Direito, ouvi um professor e advogado dizer ''É difícil lecionar sobre algo em que não acredito mais''. A partir deste dia, soube que tava cursando a faculdade por simples e pura conveniência, apenas. Nenhuma aula faz muito sentido, porque o que se ensina é o que está nos livros, na Constituição e nos códigos e um assunto é sempre terminado com uma risadinha sem graça, confessando ''Mas não é bem assim na prática''.
     O Direito e a Justiça jamais mexeram comigo da forma que mexeram ontem. Temos aqui o nosso país reagindo da mesma maneira que o fizeram na Ditadura. Jovens que são tachados de ''despreocupados com as questões políticas'' e ''acomodados'', estão nas ruas. São eles contra policiais. São eles contra o governo. São eles por nós. Por cada brasileiro. Como eu poderia dormir sabendo que pessoas estão sendo tão gentis comigo e com o resto do país e que tem gente por aí, os verdadeiros acomodados da história, criticando essa galera toda? Sempre foi mais fácil ficar sentado em um sofá, na frente da TV, acatando, com fervorosidade, as ideias que os jornais disseminam.
     Diante de tudo isso, peço, de coração e com todo o amor do mundo que tenho por quem nos defende: não sejam ingratos. Não virem as costas para aqueles que mais precisam do nosso apoio. Não deixem a televisão alienar vocês. Desliguem-a. Ouçam quem está nas ruas e entendam que isso não se trata de vinte centavos e sim, de manutenção da dignidade. A Constituição aponta a dignidade como um dos fundamentos do país, algo que não precisa ser alcançado, pois já foi garantido. Hoje, podemos ver com clareza que, na verdade, a dignidade é um objetivo. E tem gente por aí defendendo a sua, sem te pedir nada em troca.


   

Nenhum comentário:

Postar um comentário