domingo, 16 de junho de 2013

''Vamos celebrar o amor''?

     O mundo está virado e não é a toa que muitos acreditam na volta de Jesus. E não, não estou e procurarei não me referir à opressão por parte do governo nos últimos dias. Estive pensando em algo mais delicado, algo forte e débil, ao mesmo tempo. Estive pensando na humanidade e na sua falta de humanismo. ''A gente deveria respeitar as pessoas só pelo fato delas serem humanas'', ouvi uma vez. Entretanto, o que vemos se ligarmos a televisão? Tem gente matando os próprios irmãos, pais abusando dos próprios filhos, mães que largam bebês no lixo, adolescentes tirando as vidas de outros adolescentes, estupros e mais estupros, pessoas e mais pessoas usando revólveres e facas por razões absurdamente pequenas. O que está havendo? Alguém sabe nos dizer a origem desse sentimento desumano que está espalhado, não só pelo Brasil, mas pelo mundo a fora?
     Também me peguei pensando na nossa acomodação. Nós já aceitamos essas condições, o que não quer dizer que concordamos. Quero chegar ao ponto mais triste de tudo isso: Estamos acostumados. Como quem se acostuma com um copo quebrado na borda ou uma rachadura na parede, provocando infiltração. E me perdoe o exemplo tolo, mas estamos acostumados como alguém se acostuma a tirar notas baixas em matemática. Ás vezes, até nos abala um pouquinho, como um leve sopro de vento nos galhos de uma árvore. Porém continuamos firmes em nossa acomodação. Lionel Shriver a retrata de forma clara em seu livro ''Precisamos falar sobre o Kevin''. E ainda mais: especulou, de forma cruel, o fato de que nós, a sociedade, jamais ligaríamos a TV para acompanhar o desenvolvimento escolar de um jovem normal e sim, para acompanhar um jovem sociopata e sua chacina. Kevin, um dos protagonistas, diz que as pessoas não vivem, elas simplesmente vêem televisão. E o que elas assistem? ''Pessoas como eu'', ele responde.

    
     De coração, espero que encontremos a solução o mais rápido possível. Eu acredito no amor, eu acredito na redenção, no belo e na humanidade. Como um povo que acorda para a luta contra o descaso de seu governo, eu desperto para a fé em nós mesmos. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário